Geórgios Papanicolau

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Geórgios Papanicolaou (em grego: Γεώργιος Παπανικολάου; Kymi, Eubeia, 13 de maio de 1883 — Miami, 19 de fevereiro de 1962) foi um médico grego, pioneiro nos estudos da citologia e na detecção precoce de câncer. Foi o criador do chamado teste de Papanicolau, exame realizado para detectar precocemente tumores cancerosos na vagina e colo do útero.

Vida pessoal

Geórgios nasceu na cidade portuária de Kymi, na costa da ilha de Eubeia, Grécia, em 1883. Era o terceiro filho de quatro crianças de Maria e Nicholas Papanicolaou. Em 1898, ele ingressou na Universidade de Atenas para seguir carreira na medicina, como seu pai, que era clínico geral e também político, tendo sido senador e prefeito de Kymi. Geórgios se formou em 1904.

Carreira

Em janeiro de 1904, foi convocado para o serviço militar no Terceiro Regimento de Infantaria. Em janeiro de 1906, foi promovido a cirurgião assistente, permanecendo no Exército até o fim do termo obrigatório, em 15 de agosto de 1906. Após dar baixa, Geórgios retornou à Kymi, praticando medicina relutantemente ao lado do pai. Mesmo não estando interessado em clinicar, ele construiu uma carreira em cima da pesquisa médica.

Na primavera de 1907, Geórgios foi para Jena, na Alemanha, onde começou sua pós-graduação com orientação do professor Ernst Haeckel, um dos maiores apoiadores do darwinismo na Europa. Após um semestre, ele se mudou para Friburgo, sob orientação de August Weismann, grande geneticista em uma área principiante. Novamente desapontado, ele resolveu ir para Munique para trabalhar no Instituto de Zoologia, onde recebeu seu doutorado em 1910.

Em 1910, ele retornou à Grécia, onde se casou com Andromahi Mavrogeni. O casal se mudou para Mônaco, onde Geórgios começou a trabalhar no Instituto Oceanográfico do principado, participando do time de exploração oceânica do Príncipe Alberto I, em 1911. Com a morte da mãe, em 1912, ele retornou à Grécia, onde serviu no Exército como médico na Primeira Guerra Balcânica. Ainda no Exército, ele conheceu vários voluntários norte-americanos, que lhe disseram que havia muitas oportunidades de emprego e carreira na pesquisa nos Estados Unidos. O casal seguiria para Nova York em 1913, onde foi contratado para trabalhar no departamento de patologia do Hospital Central de Nova York e no departamento de anatomia da faculdade de medicina da Universidade Cornell, com pesquisador Charles Stockard.