Ilha Grande – história engraçada

No Carnaval eu, dois amigos, meu irmão e uma menina mexicana, viajamos para Ilha Grande/RJ. Lá, alugamos um quarto que continha, um beliche, uma cama de casal e um colchão. Era só o que cabia no lugar.

No dia anterior ao domingo em que fomos embora, fizemos uma longa caminhada pela ilha. Eu não sei bem os lugares que percorremos, mas foi bastante.

Em meio a uma trilha com destino a Cachoeira da Feiticera, começou uma guerra de lama, que foi iniciada pelo meu amigo, ao jogar a camisa do meu irmão no chão. Todos começaram a rir e tacar lama no outro. Rolou lama até na cueca e na boca (é sério!).

No percurso da trilha, passamos por duas argentinas meio hippies e lindas demais, fui desenrolar:

– Olá meninas!

Elas me olharam e começaram a rir. Lógico, eu parecia um doido com lama até os dentes. Mas simpaticamente as duas responderam.

– Hola!

Tentei enrolar um espanhol. Eu mais gesticulava do que falava o que eu queria dizer.

– Vamos bailar forró à noite. (eu estava tentando, da um crédito aí…)

– Si. Claro. Vamos!

A conversa com elas durou menos de 2 minutos, mais do que suficiente para eu ficar apaixonado por toda aquela simpatia e sorrisos lindos.

Quando começou a anoitecer, fomos para casa. Antes, passamos no mercado para comprar Sweppers (sei lá como escreve) e Montilla para abençoar a noite.

Descansamos por 3 horas, tempo suficiente para o Sweppers estar geladasso. Então começamos a beber. E foi suficiente para sairmos de casa mais dois que o padre do balão.

Por obra divina, assim que cheguei à festa vi as argentinas. O nome da que eu mais me identifiquei era Antonela, a amiga dela era Rose.

Antonela era sensacional, nos compreendíamos pouco pelas palavras, mas era suficiente para conversar e o papo até que fluir. Um dos meus amigos, mesmo ficando com a mexicana, chamou Rose para um passeio na praia, deixando a menina sozinha na festa, já que meu irmão e meu outro amigo sumiram com duas meninas. Enquanto isso, fui para um parte isolada da praia com Antonela. Lugar onde eu ganhei um blowjob (Brake do Pombo) à moda argentina. Mas logo tive que me despedir da moça. Ela tinha passeio de barco marcado na manhã do dia seguinte.

Chegando em casa, estava instaurada uma salada humana dentro do micro quarto. Meu irmão transando com uma menina que tinha “denti podi” no beliche, um dos meus amigos com uma loira na cama de casal e um amigo no banheiro, soltando estrondosos peidos. Eu disse para ele não abusar do azeite na comida na hora do almoço, mas ele ignorou.

Na manhã seguinte, Antonela me ligou às 7 horas da manhã e disse para eu ir encontrar ela na praia. Nem tomei banho, acordei meu amigo que já tinha ficado com a amiga dela e partimos.

O dia com as meninas foi ótimo. Quase fui presos por vandalismo sem ter culpa, almocei em uma pousada irada e descobri que as hippies de todas as nacionalidades são peludas. Foi perfeito!

Eu só tinha esquecido que meu irmão e meu amigo estavam sem dinheiro, NENHUM! Eu e meu outro amigo estávamos um pouco responsáveis por eles. E quando eu cheguei em casa , às 6 horas da noite, meu irmão parecia que ia me matar (com fome eu não duvido nada de ninguém).  Mas fome não era o maior dos problemas. A ultima barca saia da Ilha às 6:30 pm.

Fomos para uma pizzaria, nos alimentamos e fomos correndo para o píer onde fica a barca. Inutilmente, já eram quase 7 horas.

Ficamos um momento desiludidos e pensando como iriamos sair de lá. Até que Vi uma lancha e fui ver com o cara o preço.

Ele cobrava R$ 400 reais para levar ao continente.  Tentei conversar :

– Poxa cara, não temos como passar a noite aqui, tem como reduzir esse valor não?

– São quantos?

– Somos 5.

– faço por 250. Beleza?

– Ok. Mas eu não tenho grana aqui, terei que passar no banco antes.

– Tranquilão. Ali no continente tem caixa eletrônico.

Tudo certo, tudo ok, pegamos as malas e subimos na lancha.

O negócio voava. O mar a noite é um pouco assustador mais é lindo demais, então curtimos a paz momentânea vendo paisagem e o ouvindo som que estava rolando na lancha.

Os perrengues não acabaram por aí. Chegado o destino, pedi para a galera permanecer na lancha e fui ao caixa eletrônico, esse estava com uma folha de papel ofício na frente escrito “com defeito”. Fudeu!

Voltei para o barco pensando o que eu ia dizer para o cara.

– Cara, o caixa ta fora do ar.

Pausa dramática.

– Po… ta mesmo?

– Ta po, se quiser ir lá ver.

– Não…ta de boa. Quanto tu tem aí.

– 113 reais.

Pausa dramática [2].

– Ta safo.

Ele pegou a grana assim e foi embora.

Dirigimo-nos para o ponto do ônibus que leva de Mangaratiba para Itaguaí.

O ônibus estava lá esperando por nós. Assim como as 80 pessoas que estavam na fila para entrar nele. Era o ultimo do dia. Precisávamos ir nele, e assim fizemos.

Eu fui sentado no painel do ônibus, abraçado a maquininha de riocard, meu irmão colado na porta e os outros não estavam em situação confortável.  E assim fomos até Itaguaí.

Chegando a Itaguaí – perto do fim – uma breve espera pela van em direção a onde moro.

Os perrengues na volta não foram nada em comparação com o que eu curti.  Eu e Antonela ainda nos correspondemos por e-mail. Ela ainda é doida pra voltar para o Brasil.

 

via https://tapiocaverdadeira.wordpress.com/

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