Itarantim-Bahia

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Itarantim é um município brasileiro do estado da Bahia. Foi fundada em 15 de Junho de 1946 como “Diadema de Pedra” e posteriormente para Itarantim. É conhecida pela sua produção de cachaça, uma bebida alcoólica tipicamente brasileira. Sua economia baseia-se na agricultura e indústrias. Sua população estimada em 2010 é de 20.238 habitantes.

História

No dia 15 de Junho de 1946, no Córrego do Jundiá, denominado Três Pontas, no Município de Macarani, Comarca do mesmo nome, Bahia, só existia uma Arrancharia, uma Pequena Casa Comercial e uma Escolinha, onde o Professor Antônio Guedes Alcoforado, dava aulas aos alunos da localidade e da vizinhança.

Dita propriedade, pertencia ao Sr.Manoel Rodrigues Neto, sogro de Aurino Xavier. Por intermédio de Tibério da Silva Leite, o sogro do Sr.Antônio Guedes Alcoforado, comprou a dita propriedade, passando-a para seu genro. Isto no ano de 1945.

Ainda em 1945, Athanásio Silva Neto, abastado fazendeiro no Córrego do Nado com Barra no Córrego do Jundiá, comerciante de Casa de tecidos, mercearia, sapataria, farmácia e comprador de gado, muito bem conhecido na região, já residia no Município de Encruzilhada quando pertencia a Macarani. Já exerceu o Cargo de Tabelião anos atrás, e por ser um homem de bastante nome e inteligente, foi escolhido para ser Prefeito em Macarani, sucedendo Joao Saliba pelo decreto do Governador Pinto Alexo, tomando posse no mesmo ano de 1945, sendo acompanhado por vários amigos que fizeram uma grande cavalgada, pois nesta época, não havia estrada de rodagem e muito menos carros.

Em início de 1946, estando Athanásio em posse do Cargo de Prefeito e sendo um homem da região, tivemos a ideia de fundar um Comércio em sua fazenda, ideia essa, por ele recusada. Falou porém em voz alta, que como Prefeito, nos dava permissão para instalar o Comércio em qualquer outro local que nos fosse conveniente e que nos daria todo apoio como de fato deu. Sendo assim, Antônio Guedes Alcoforado, que já era dono da propriedade que foi do Manoel Rodrigues Neto, tomou a deliberação de fundar mesmo em sua propriedade, o Arraial com o nome de: NOVA ESPERANÇA.

O então Prefeito, Athanásio Silva Neto, solicitou que fizesse-nos um abaixo-assinado (a ele dirigido), com pelo menos duzentas assinaturas para passar pela Câmara e sancionar a Lei de Deferimento dando o consentimento de fundar o Arraial e marcar a Primeira Feira.

Providenciamos as assinaturas e levamos pessoalmente ao Prefeito. Em pouco tempo, foi deferida a criação do Arraial e a data da Primeira Feira: 15 de Junho de 1946, num dia de Sábado. Antes, havíamos emitido uns boletins determinando que compraríamos toda a sobra de gêneros que os feirantes levassem, mas o povo que compareceu, guardou a sobra dos gêneros para a outra feira. Assim sendo, não compramos nada, pois tinham consciência que o progresso que estávamos desenvolvendo, era também em beneficio deles.

No dia da Primeira Feira, o Prefeito Athansio Silva Neto, compareceu ao local com todo o seu Corpo Docente, e entusiasmado ficou ao ver tanta gente. Parecia um sonho! Mas foi mesmo uma realidade! Sentiu-se então muito satisfeito com nossa grande iniciativa. Neste dia, existia apenas três casinhas conforme foi dito anteriormente. Na outra Feira, jã contavam cem casas de palha e taiba. O chefe do Arraial de nome Corôa, Pedro Marreca, quando viu o arrojo de NOVA ESPERANÇA, demoliu as suas casas e trouxe as telhas, tijolos, madeiras e portas e logo começou a construir as primeiras Casas Comerciais e Residenciais em Nova Esperança. Ditos materiais, foram conduzidos em carros de boi. Esta iniciativa favoreceu intensamente o progresso de Nova Esperança.

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