Merda no chão acontece – história engraçada

Se eu pudesse te dar um conselho sobre noitadas, seria: Esteja em dia com seu corpo. Não saia de casa quando estiver gripado, não saia depois de um dia de trabalho intenso, não saia com dores na coluna, perna, braço e etc.

Anule o que eu disse anteriormente, todos os problemas acima são facilmente resolvidos com uma Aspirina. Apenas uma coisa é invencível, e se chama “Chamado da Natureza”.

A história a seguir vai parecer um filme do Ben Stiller, a diferença é que a história é real. Veja agora a saga angustiante de um homem com a necessidade de ter um banheiro limpo e com papel higiênico.

Show de rock na Fundição Progresso é sempre uma boa pedida. Em um sábado de outubro, teve Forfun lá.

Juntei uns amigos e separei uma merreca para tomar umas cervejas na Lapa antes de entrar no local. Eu gosto sempre de fazer um esquenta do lado de fora, já que a cerveja dentro da Fundição é cara demais!

A apresentação foi incrível. Como sempre. E após quatro horas de show, era o momento de ir para casa. E é aí que começa meu drama.

No momento em que cheguei ao Largo da Carioca para pegar meu ônibus, senti uma angústia tomar conta de mim. Esse sentimento se devia ao fato de que havia três dias que eu não ia ao banheiro, além disso, muito mal eu estava me alimentando.

Já dentro do coletivo, tentava me concentrar em qualquer outra coisa. Era o único jeito que eu tinha de aliviar a pressão interna dentro de mim. Havia algo querendo sair e eu não ia deixar isso acontecer. Não do lado da velhinha que estava sentada ao meu lado.

A distância da Lapa até minha casa é de mais ou menos, 40 km. Tudo o que eu pensava era: Não vou aguentar.

Olhei em volta e vi que meus amigos estavam todos dormindo. Não havia ninguém para dar nem um apoio moral.

Em meio a minha angústia, surgiu ódio. A merda do motorista parava em TODOS os pontos de ônibus possíveis. E em meio essas paradas, no momento em que o freio do carro era acionado, era terrível. Parecia que o Mike Tyson estava dando socos de dentro para fora (sem viadagem).

A velhinha ao meu lado se levantou. Chamei um dos meus amigos para sentar ao meu lado e contei meu drama para ele. porém me deu palavras de apoio, do tipo: “está chegando cara” e “Relaxa, esse tarugo não vai sair agora”.

Finalmente, chegou a hora descer do ônibus. Pedi para meu amigo puxar a cigarra e fui levantando cuidadosamente. Quase deixei o mostrou escapar da jaula.

Logo no ponto de onde saltamos, havia uma enorme igreja, e eu me lembrava que lá tinha um grande e o mais importante, limpo banheiro.

Avisei para o rapaz que estava na portaria que ia usar rapidamente o banheiro, e ele concordou.

Assim que o cara fez um movimento que indicaria que o gesto dele seria de aceitar meu pedido, fui correndo para o banheiro.

Chegando à porta do banheiro meu cinto já estava solto, e minha calça com o zíper aberto. Quando abri a cabine do banheiro e virei de gostas para o vaso, já com as calças arreadas, por pouco não foi tarde demais. Esse “por pouco” me custou um tanto tarde.

Por cinco centímetros não acertei o local correto. Então já que eu errei, você pode imaginar que eu tenha errado o vaso. Caso tenha pensado isso, está correto, caguei no chão da igreja. Segundo meu amigo que estava do lado de fora, quando o projetil bateu no chão, foi possível ouvi-lo. É sério!

Obvio que eu não podia deixar aquele mostro lá, o coroinha da igreja ia ficar doido quando visse aquilo lá. Por esse motivo tive a brilhante ideia de pegar aquilo do chão.

O problema é que não havia papel ao redor, então usei minha cueca para pegar, e joguei no lixo. Putz! Outra merda…

Eu sei de novo o que você está pensando: “por que não jogou no vaso?”. A explicação é simples. Defecar em um local sagrado acaba com qualquer chance de raciocínio lógico ou dignidade existente em você. É quase como se virasse um zumbi.

Fiquei sem coragem de pegar a cueca do lixo, saí de lá cumprimentando o carinha da entrada com um sorriso bem sem graça e fui em direção a minha casa.

Desde desse dia nunca mais fui a mesma pessoa. Na verdade fui, apenas não passo mais em frente àquela igreja

 

via https://tapiocaverdadeira.wordpress.com/